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Você sabe como um Red Team pode melhorar a segurança de sua empresa?

Você sabe como um Red Team pode melhorar a segurança de sua empresa?
Tempo de Leitura 3 Minutos

Você sabe como um Red Team pode melhorar a segurança de sua empresa?

Novos conceitos dentro do mercado de segurança cibernética surgem todos os dias, sendo natural que algumas pessoas acabem se perdendo dentro de tantos termos e definições. Uma prática que está se provando um tanto eficaz, mas que ainda não é amplamente adotada pelas companhias brasileiras, é o uso do Red Team como uma forma de otimizar a segurança de sua infraestrutura computacional corporativa. Não sabe o que é um Red Team e tampouco conhece sua importância? Não se preocupe: este texto foi feito para você.

Tendo a tradução literal de “Time Vermelho”, um Red Team nada mais é do que uma equipe (ou, em contra senso com o nome, um profissional solitário em determinados casos) dedicado a simular ataques cibernéticos contra a sua própria empresa. Trata-se de uma série de indivíduos com um vasto conhecimento das técnicas e truques utilizados por criminosos para invadir uma rede corporativa e desviar dados sigilosos.

Com tal conhecimento, os integrantes do Red Team realizam uma série de testes de intrusão, emulando uma investida real da forma mais realista possível, de forma a identificar eventuais brechas ou falhas de segurança que poderiam resultar em um incidente catastrófico. Geralmente, após a criação desse relatório, entra em cena o Blue Team (Time Azul), dedicado a otimizar as barreiras protetoras da empresa a partir dos insights obtidos com as simulações do Red Team.

Simulando riscos reais

Um Red Team pode ser interno (formado por profissionais contratados de forma fixa para atuar dentro da companhia) ou externo (composto por colaboradores temporários ou terceirizados para um teste pontual). Ambos os formatos são válidos e bem-vindos; porém, é inegável que ter um time fixo dentro de seu ambiente corporativo traz bem mais benefícios do que a realização de exercícios de forma “quebrada”.

Como todos nós sabemos, o crime cibernético evolui a cada dia. Novas técnicas de engenharia social, scams, malwares e exploits surgem o tempo todo, sendo necessário manter-se atualizado nessa disputa contra meliantes digitais. Isto posto, o trabalho de um Red Team não deve ser algo esporádico, mas sim uma atividade contínua que se atualiza com as “tendências” do cibercrime e realiza testes com base nas últimas armas utilizadas pelos vilões.

Também é importante ressaltar que cada setor possui suas particularidades, o que reforça a necessidade de possuir um time dedicado que seja capaz de fazer testes de intrusão com base na realidade de sua companhia. Indústrias possuem fraquezas em sistemas SCADA e softwares legados conectados à internet; fintechs sofrem com o armazenamento de informações altamente sensíveis de usuários e assim por diante. O Red Team precisa se ater às necessidades específicas daquela estrutura para mirar nos pontos corretos.

Mais importante do que nunca

Estar um passo à frente da bandidagem cibernética é crucial para evitar danos reputacionais, prejuízos financeiros e sanções administrativas — especialmente em tempos de Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrará em vigor em breve no Brasil. Eis que surge a importância de realizar exercícios com um Red Team: trata-se da forma mais confiável e eficaz de garantir que seus sistemas estejam sempre em dia, livres de vulnerabilidades que possam ser exploradas por hackers para invadir sua infraestrutura.

Em tempos de pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2), muitas empresas correram para se digitalizar e adotaram tecnologias inéditas para acelerar seu processo de transformação digital. Porém, nem sempre elas estão preparadas para lidar com novas estruturas (como computação na nuvem), o que torna o trabalho dos Times Vermelhos mais importantes do que nunca.

Se prevenir é melhor do que remediar, experimentar a doença para saber exatamente como não contraí-la é um passo superior para garantir que sua marca não sofra um incidente cibernético.